segunda-feira, 2 de abril de 2018

infinito


Cada gesto feito, será feito mil vezes
Toda mão de ódio, será mil mãos de ódios
Cada estupro, será  mil estupros
Cada aborto, será mil abortos,
Cada bastardo, será um exercito de bastardos.
Cada milha, serão mil milhas
E cada um dos suspiros de saudade, serão mil lagrimas
Cada pedido de ajuda, serão oração que ecoa por cada canto do profundo infinito

Você me escuta?
pode me escutar?
Voce esta ai?

E cada sorriso de Amor.
Brilhará no céu todo o sol
Que pode ser visto.
E num gesto único tudo estará certo

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

lição

No fundo da sala havia um painel com 99 cartelas, na quais estava uma ilustração, um numero e um nome.  
Os alunos não sabiam a principio do que se tratava, mas não tardou muito para que descobrissem.  Duas crianças que conversavam em horário inadequado foram forçadas a andar com focinheiras de ferro durante três dias. De fato na cartela 15, correspondente a palavra “silêncio” havia um desenho triangular que lembrava a focinheira.
O método se mostrava adequado, pois as crianças associaram rapidamente a palavra “silêncio” ao numero 15, à formula triangular, e incorporaram que não deveriam conversar entre si em hipótese alguma.
A professora esclarecia:
_  Cada castigo possui uma falta correspondente.
Numa segunda vez uma das crianças tropeçou. A professora apontou para a cartela 54 “furo”. Pegou o braço da criança com uma agulha muito fina, o atravessou, provocando um suave sangramento.  A criança gritou durante o procedimento, o que fez com a professora apontasse a cartela 5  “escuridão”. A professora levou a criança para uma cela na qual não havia luz.
Por outro lado, certo dia uma das crianças atirou um pedaço de madeira na professora. Todos suaram frio, a criança autora do desrespeito tremia o pânico. Foi indicado o numero 61 “desfile”. A professora instalou uma coleira no pescoço da criança, deu apenas uma volta com ela, em seguida desativou o castigo.
A professora parecia sempre comprometida a aplicar o castigo especifico. Certa vez uma das crianças levantou a cabeça antes da hora.  Se sabia que o castigo correspondente era “limpeza”, que consistia em raspar a pele das costas com uma lixa grossa. A criança começou a lacrimejar, ação que não possuía castigo determinado.  A professora se aproximou com a lixa, mas hesitou, pois  a criança chorava muito. Por alguns segundos pareceu que não seria dado o castigo, porém, após respirar profundamente, a professora foi firme e concluiu sua tarefa.
Aos poucos as crianças foram conhecendo um a um os castigos representados nas cartelas e suas respectivas faltas.  Exceto justamente a cartela 99, no qual havia uma trapézio invertido e trazia a palavra “intervalo”.

Até que um dia uma das crianças derramou um pouco de água. A professora chegou com um pedaço de ferro quente e marcou a mão das crianças. Uma delas entretanto falou que aquele seria o castigo 32 e não o 52. A professora, percebendo o seu erro, foi até o armário tirou uma pequena guilhotina colocou sobre a sua mesa, posicionou as próprias, e com os pé  a acionou.

sábado, 23 de dezembro de 2017

Acordo

Ricardo fez uma proposta de acordo para Geraldo, e adiantou que aceitaria todas as condições. Geraldo se aproveitando, resolveu reivindicar o máximo que pode.
Impôs que se apresentaria só quando desejasse. Condição aceita por Ricardo.
Propôs que teria a maior casa, jamais construída. Condição aceita. Própos que ganharia o dobro toda vez que desejasse. Aceita.
Geraldo resolveu impor condições cada vez mais    insolitas. Nenhuma negada por Ricardo.
Depois de não conseguir pensar em mais nada. Geraldo foi até Ricardo e disse que não aceitaria o acordo. Ficou com medo da contra partida.

domingo, 19 de novembro de 2017

casulo

O filho pergunta a mãe "o que é uma borboleta?". A mãe desesperada rompe o casulo e foge pra nunca mais voltar.

domingo, 12 de junho de 2016

Bom dia

De longe já se ve toda a incompetencia do sujeito.
Olha como se senta, percbe suas roupas? Falta de escrupulo sò pode ser falta de escrupulo.
Se vira pro lado. Por que tanto se virà pro lado? Por que me sorri? Ja se ve a indole. Nao vou me sentar ao seu lado.
Pra que tanto mexe o bigode naquele copo. Serà que acha que aqueel copo vai ficar mais limpos esfregando aquela bucha nele?
Se eu não me contenho, nem sei o que faço. Um sujeiro radical desses , não sabe nem conversar. E ai depois vem gente querendo defender. Eu sempre fico no meu canto pra não criar problema, mas desse jeito dè.
Ainda bem que já tá pagando, ainda bem que já vai embora.
Vai logo, ninguém te quer aqui, ninguém. Vai logo.


quarta-feira, 4 de março de 2015

conto 7

O pai do Eduardo bateu nele porque ele corria enquanto o bebê dormia.



Eduardo ficou com mais raiva do bebê, pois sentia que ele roubava toda a atenção.



Eduardo desejou que o bebê sumisse.



Um dia os pais do Eduardo tiveram que levar o bebê no hospital. Quando o carro saia, o porta-malas abriu, e o carro do bebê caiu.
Eduardo se assustou e se sentiu culpado com a queda do carrinho, e se arrependeu de desejar tanto mal para seu irmãozinho.



A noite seus pais chegaram com o bebê melhorzinho. Eduardo ficou muito feliz de ver o bebê bem, e passou a ser seu melhor amigo.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

conto 6

Foi naquela tarde, quando a Tia Laura chegou em casa.
_Quem fez essa bagunça no meu quarto?
_Foi a ratazana voadoura, Tia Laura.
_Martinha, você sabe que a ratazana voadoura não existe. Quem fez essa bagunça no meu quarto?
_Existe sim Tia Laura. Eu vi. Ela entrou pela janela. Abriu essa buraco no armário, e comeu toda as caixas de chocolate.
_Martinha, a ratazana voadoura não existe. Mas se você não quer dizer quem fez essa bagunça e comeu o chocolate suíço do Loló, tudo bem. Não tem problema nenhum.
Problema nenhum uma pinoia. A janta foi sopa de chuchu sem sobremesa. Mas Martinha nem ligou.

Os adultos diziam.
_Para de comer bala que a ratazana vai vir chupar seus dentes.
_Para de jogar videogame, senão a ratazana vai arrancar seus dedos.
_Para de falar no celular senão a ratazaná vai rasgar sua orelha.
As crianças todas morriam de medo. Martinha não. Martinha queria comer todas os chicletes, ter bolhas nos dedos de jogar videogame, calos na orelha, só pra ver o roedor alado.

As crianças se escondiam de Martinha, que não se importava. Se alguma criança se aproximava para importuná-la. Martinha dizia:

Voa voa ratazana voadoura.
E apareça bem aqui agoura

Voa voa ratazana voadoura.
E apareça bem aqui agoura

Voa voa ratazana voadoura.
E apareça bem ….

Antes que Martinha completasse o terceiro verso, a outra criança já estava longe, e Martinha continuava em paz.
Só que Martinha sabia que não adiantava chamar, a Ratazana nunca mais apareceria.

Foi naquela tarde na casa da tia Laura que Martinha viu a Ratazana. Depois que ela saiu pra comprar mais cocola para alimentar seu lianlazian que já tinha comido meio balde de chocolate belga, e ficara cheio de energia para latir e perseguir Martinha que se defendia com uma vassoura. Naquela tarde, de repente, um guinchado de horror pode ser escutado. O lianlazian fugiu rapidamente, antes que duas lindas asas brancas invadissem o quarto da tia Laura e devorassem todo o chocolate que sobrou, e ainda destruíssem todo o armário famintas por mais doce.

Martinha tentou aprisionar o animal, mas armada somente com a vassoura só conseguiu assustar o bicho que destruiu todo o quarto e fugiu.

Martinha ficou decepcionada e maravilhada com a criatura que voava pela janela. Nem ligou para sopa de chuchu sem sobremesa.

Foi desde então que Martinha ficou decidida a rever a ratazana.

Mas parecia inútil, por mais Martinha comesse chocolate, por mais que chamasse, a bicha não aparecia. A garota entretanto sabia onde procurar. Foi quando soube que ficaria de novo na casa da tia Laura que armou seu plano. Esperou que a tia Laura, saísse para fazer compras, depois abriu os chocolates comprados para todo o mês. Colocou todas na sala.
O cachorro maldito, correu latindo atrás de Martinha, mas quando viu aquela montanha de chocolate resolver se afogar nela.

Martinha começou:

_Voa Voa ratazana....

_Voa Voa ratazana....

_Voa Voa ratazana....

E de repente asas enormes encobriram as luzes do quarto e um só ZAP, arrancaram a cabeça do lianlazian com chocolate e tudo.
O animal começou a comer todo aquelas guloseimas e nem percebeu que Martinha se aproximava com um cesto de lixo. Martinha caminhava em silêncio, mas por acaso do destino, suspirou. O animal escutou e procurou fugir, mas Martinha já havia fechado todas as portas e janelas. A ratazana voou loucamente pela casa, destruindo vasos, quadros, móveis Martinha corria atrás.

A noite quando tia Laura chega, se depara com uma casa toda destruída, chocolate esparramado por todos os lados, e um cachorro sem cabeça.

Tia Laura grita:
_ MARTINHA

Martinha não foi encontrada nem a ratazana, ao invés disso apenas uma janela abrindo espaço para imensidão azul do dia.